Varejo cresce 5,1% em maio
O setor varejista apresentou alta de 5,1% em maio, em comparação com as vendas do mesmo período do ano passado segundo levantamento divulgado pelo IDV, Instituto para Desenvolvimento do Varejo.
Entre junho e agosto, este crescimento estaria entre tímidos 0,05% e 2,51%, segundo projeção do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).
Para junho, os associados do IDV também estimam alta nas vendas de 8,2%. Esta previsão aponta para números acima dos apresentados nos meses de março, abril e maio, e a expectativa é de que o volume de vendas chegue a 9,8% em julho e 10,8% em agosto.
“O crescimento das vendas do varejo no último mês sustentou-se, essencialmente, na expansão das redes de lojas e pela introdução de novos produtos. Portanto, reflete a perda de ritmo de crescimento da atividade econômica, já que desde o final do ano passado, o cenário econômico tem se mostrado inconstante”, analisa Fernando de Castro, presidente do IDV.
Os resultados preliminares da economia brasileira em 2012 indicam que os agentes econômicos estão mais precavidos e aguardam definições, principalmente no cenário externo.
A aceleração das vendas totais do varejo (incluídas as novas lojas) a partir de junho é observada em todos os segmentos, em especial nos de bens não duráveis e duráveis. A primeira categoria deve apresentar forte aceleração, com alta de 7,6% em junho. Da mesma forma, para os meses seguintes, observa-se que o segmento estima desempenho excepcional, com taxas na casa dos 15% para julho e agosto. Vale lembrar que este segmento tem o maior peso nas medições do IBGE e contribui com cerca de 40% no índice da Pesquisa Mensal do Comércio.
O varejo de bens-duráveis (como móveis, eletrodomésticos e material de construção) aponta alta de 9,7% para junho, enquanto para os meses subsequentes as taxas de crescimento devem ficar em 9,2% e 10,7% em julho e agosto, respectivamente, graças à contínua expansão da oferta de juros, somada às medidas de queda da taxa de juros ao consumidor pelos bancos, acompanhando o movimento dos bancos estatais.
Já o setor de bens semiduráveis (como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos) estima um desempenho mais comedido para os próximos meses. Devido à expectativa do Dias dos Namorados e, em menor escala, à chegada do outono/inverno, as vendas devem ter expansão entre 8,2% e 8,9% de julho a agosto. Em junho, o crescimento, segundo o IAV-IDV, deverá ser de 7,8%.
Por: Portal no varejo